Edifício Martinelli terá shows gratuitos de jazz.

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Uma das maiores características da vida moderna, principalmente nos grandes centros urbanos, é a correria do dia a dia. As pessoas cada vez mais acumulam tarefas e deixam de prestar atenção “as pequenas coisas” e uma dessas “coisas” é apreciar o que há de bom e belo na cidade onde residem, ou passam a maior parte do tempo.

Na cidade do Rio, por exemplo, é comum as pessoas mais reclamarem do transito ao redor da Lagoa do que prestarem atenção ou enaltecer a beleza do cenário que ela oferece aos que passam por lá.

Edifício Martinelli visto do Anhangabau

Edifício Martinelli visto do Anhangabau

Em uma metrópole igual São Paulo então é praticamente uma condição “sine qua non”, principalmente quando o assunto é o centro antigo da cidade, que tem vários pontos que não são mesmo aconselháveis de transitar sozinho (a), eu mesma, uma paulistana que conhece a região como a palma da mão, não recomendo certos lugares nem para andar durante o dia sem ter uma companhia. Mas isso não quer significa que estou falando para que você não ande por lá, até porque, além de inúmeros centros culturais ( como o CCBB e a Caixa ), o centro é repleto de prédios antigos de arquitetura belíssima.

Esse é o caso do Edifício Martinelle, localizado na Av. São João o prédio foi construído no início do século XX pelo imigrante italiano Giuseppe Martinelli, que tinha a pretensão de deixar como seu legado para cidade o prédio mais alto da América do Sul. Se ele conseguiu? Boa pergunta, contudo não consegui localizar em nenhum site, nem mesmo o do próprio edifício, informação se ele chegou a ser o maior da América do Sul, ou seja, o que é certeza mesmo é que o Martinelli foi o mais alto da capital paulistana até 1965 ( quando foi inaugurado o Terraço Itália ) e que até hoje tem uma das vistas mais espetaculares da cidade.

E agora no mês de Setembro o Martinelli recebe o projeto Música nas Alturas, que levará uma série de concertos de jazz e improvisação instrumental para o terraço.

Trevor Watts e Veryan Weston

Trevor Watts e Veryan Weston

A abertura ocorreu no dia 16, com show do compositor holandês Jozef van Wissen e seu som minimalista construído com alaúde. No dia 19 o destaque é o pernambucano Vitor Araújo, que é conhecido por unir a música popular com o erudito ( meu favorito dos que participaram dessa edição do projeto ). Nos dias 23 e 26 a trilha fica por conta dos ingleses Trevor Watts e Veryan Weston fazendo um duo de saxofone e piano, bem ao melhor estilo do jazz, ou seja, com muito improviso. O encerramento, no dia 30, será comandado pelo saxofonista, clarinetista e compositor dinamarquês Lars Greve, que apresentará faixas de seu álbum “Breidablik”.

E o melhor? É q você pode aproveitar tudo isso de graça, basta retirar o ingresso 30 minutos antes do espetáculo. Aqui vale deixar duas observações: a primeira é q jazz de improviso está muito mais próximo do Ermeto Pascoal do que para Nina Simone e que geralmente ou a pessoa ama ou odeia. Ou seja, dá uma conferida nos vídeos abaixo dessa matéria para saber em qual categoria se encontra, evitando assim uma decepção.

E o segundo toque é para que você realmente chegue cedo porque o local tem capacidade máxima para shows de 80 pessoas.Bom é isso, bom show e divirta-se!!!

Endereço:

Edifício Martinelli – Av. São João, 35 – Terraço
Telefone: (11) 3101-7397

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