Companhia J.Gar Dança Contemporânea comemora uma década.

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Normalmente bailarinos iniciam seus estudos ainda crianças na dança clássica e contemporânea, alguns se destacam e acabam por chamar a atenção de companhias. Porém, para toda a regra há suas exceções e este é o caso de Jorge Garcia, bailarino e coreógrafo pernambucano radicado em São Paulo, que começou a fazer balé aos 19 anos. Com uma trajetória de sucesso, na quinta-feira, 19, , a J.Gar.Cia Dança Contemporânea.Histórias da 1 2 Noite a J Gar Cia
Garcia tinha uma ligação forte com danças populares: forró, frevo, chegou até a dar aulas de lambada, aos 17 anos de idade. Suas explorações pelo mundo da dança o levaram à companhia Compassos, ainda no Recife, ampliando seu leque de técnicas, pois nela era comum a misturava dos balés clássico e contemporâneo com o popular, o que lhe deu acesso à dança africana, ao maracatu, xaxado, danças típicas que mesmo em solo pernambucano, muitas vezes, são restritos as brincadeiras de carnaval.
Aos 23 anos, passou na audição da então pulsante companhia Cisne Negro, resultado que o fixou na capital paulista e após dois anos de treinos árduos no foi convidado a integrar o elenco de bailarinos do Balé da Cidade de São Paulo, na época sob a direção de Ivonice Satie, que logo deixaria o cargo para José Possi Neto. Foi nesse período que passou a levar a sério a vontade de coreografar, que, até então, se expressava apenas como experimentação. Criou peças para o próprio Balé da Cidade e trabalhou em cenas de cinema e de teatro adulto e infantil, deixando o grupo somente para fundar sua própria companhia, a J.Gar.Cia Dança Contemporânea, que inicia nesta quinta, 19 de Fevereiro, até Maio de 2016 uma série de apresentações para comemorar sua primeira década de existência.
A primeira da série de coreografias a ser apresentada no Capital 35, espaço cultural gerido por Garcia, é Histórias da ½ Noite, coletânea de três contos inspirados em Dom Casmurro: Ernesto de Tal, Ponto de Vista e A Parasita Azul, sendo este último o fio condutor.
Depois de Histórias da 1/2 Noite, a J.Gar.Cia apresenta I Suite para Violoncelo Solo, O Mesmo Lugar de Sempre, Imprimi Potest, Impimatur e Rotatória. A estreia, prevista para maio do ano que vem, fica por conta de Take a Deep Breath, que aborda a vida após a morte. Cada espetáculo fica um mês em cartaz, fazendo cerca de nove apresentações.
HISTÓRIAS DA 1/2 NOITE
Capital 35. Rua Capital Federal, 35, Sumaré. Necessário reservar entrada: reservas@ciajgarcia.com.br. 5ª a 2ª, 20 h. R$ 20. Até 2/3.

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